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sábado, 28 de janeiro de 2017

CRÔNICAS


COMENTANDO O LIVRO “A REPÚBLICA DOS MIGUELENSES”, do Historiador e Professor DURVAL LEMOS MENEZES
Ricardo De Benedictis
www.bcidadeemfoco.blogspot.com.br
Recebi em nossa casa, pelas mãos do amigo comum e filósofo, Edmilson Santos Silva – Mover, mais uma publicação do Historiador e Professor Durval Lemos Menezes. Como marca do bom gosto do autor, o livro em questão veio com uma singela dedicatória, fruto da generosidade do amigo e confrade que faz citações ao meu humilde nome, cuja deferência não me canso de agradecer e depositar na minha cota de gratidão pela pequena, mas aprimorada plêiade de amigos que conquistei nestes 34 anos da minha chegada definitiva a Vitória da Conquista.
A obra em tela é mais um trabalho de significativa importância para a História de Vitória da Conquista, escrita pelo historiador e professor conquistense, Durval Lemos Menezes, que assim, traz-nos à luz a memória imortal da migração de parte da população miguelense que veio para Conquista em busca de sonhos de crescimento, tão natural ao ser humano, e que aqui chegando, uns depois outros, integrou-se à comunidade, ajudando-a a desenvolver seu comércio e sua indústria, posteriormente enveredando pela área da Educação, ajudando a transformar Vitória da Conquista num grande pólo Educacional do Nordeste, na sua brilhante trajetória para chegar ao século XXI, como a segunda cidade do interior da Bahia, atualmente com mais de 370 mil habitantes.
Desfilam nas 466 páginas deste livro, dezenas de miguelenses que vieram e aqui constituíram família, muitos deles, atraídos pelo sucesso dos seus parentes que vieram à frente e aqui os acolheram com fraterna atenção. A partir da família Bittencourt, dos Andrade, Pereira, Couto, Fernandes e tantas outras, um sem número de pessoas que contam atualmente mais de dez mil pessoas, através dos seus filhos, netos e bisnetos. É a saga dos miguelenses, a maioria dedicada ao comércio, mas que muitos enveredaram para profissões as mais diversas, médicos, engenheiros, advogados, professores, uma comunidade pacífica de gente trabalhadora e pertinaz que veio para somar e fazer crescer e prosperar a ‘Jóia do Sertão Bahiano’, a ‘Terra das Flores’ de tantos poetas e artistas, cada dia mais bela, com o melhor clima do Nordeste e a mais acolhedora cidade que conhecemos em nossa longa existência!
Depois de ensinar por 35 anos, o autor carrega em seu invejável currículo, os cursos que fez e os honrosos cargos que ocupou em sua laboriosa existência, tanto como professor e gestor público, quanto na nobre profissão de Historiador que abraçou definitivamente, após sua aposentadoria como Diretor da DIREC 20 – Diretoria Regional de Educação. Anteriormente já havia sido diretor do CERIN – um braço da Casa Civil do governo da Bahia e diretor de importantes colégios, entre eles, o CIENB – Centro Integrado de Educação Navarro de Brito.
São de sua lavra os livros: O POETA DO MULUNGU, que retrata a vida e a obra do seu tio Erathosthenes Menezes, um dos fundadores da ACL – Academia Conquistense de Letras. – A CONQUISTA DOS CORONÉIS, que conta a história de Vitória da Conquista da era coronelista e O PEDRALISMO UM FENÔMENO SOCIAL, neste último utilizando-se dos conhecimentos de sociologia para estabelecer as marcas da passagem do grande líder conquistense José Fernandes Pedral Sampaio, três vezes prefeito da sua terra natal, pontificando em sua magnífica obra, quase todos os personagens, de saudosa e imortal memória!
Nos tempos da migração ora retratada com tanta singeleza e riqueza de detalhes, pelo Historiador e Prof. Durval Lemos Menezes, os contatos iniciais dos miguelenses e de outros tantos que para aqui vieram, a partir do Recôncavo da Bahia e do Vale do rio Jequiriçá, foram fruto do ‘ir e vir’ das ‘tropas’ e dos famosos tropeiros que traziam iguarias da região litorânea e das matas de São Miguel, percorrendo mais de 400 Kms, montados em lombo de burros e mulas e que voltavam, meses depois, levando nossos produtos vegetais e minerais. Como tais viagens eram muito longas, existiam ‘pontos’ de parada para descanso dos animais, bem como dos seus tropeiros, entre proprietários da tropa e seus ajudantes. Tendo em vista as amizades formadas pelo extenso caminho, mesmo antes de se mudarem para Vitória da Conquista, entre alguns desses viajantes/comerciantes, vinham trovadores, repentistas, violeiros e outros inspirados artistas que iam deixando sua verve pelos lugares que passavam, conquistando corações e levando o sonho de voltar um dia para rever os amores que deixaram para trás. Para enfatizar tal afirmativa, deixo o registro de uma quadrinha que era muito cantada nos meus tempos de criança e que causava espécie, até mesmo para entender o alcance de tais versos da bela cantoria: “Eu morava na Areia – Sereia/Me mudei para o Sertão – Sereia/Aprendi a namorar – Sereia/Com um aperto de mão – oh Sereiá!/. E com esta quadrinha, deixo o agradecimento mais sincero ao historiador, Prof. Durval Lemos Menezes, que conheço há mais de trinta anos e que desde sempre admirei pela sua notória preocupação pela terra que o viu nascer e que ele não cansa de enaltecer, através de muita pesquisa e nas narrações que vem publicando em belos compêndios históricos, cada qual mais autêntica e enriquecedora do nosso acervo histórico/cultural.
Este livro é muito mais que uma simples homenagem. É o reconhecimento da História a todos os migrantes que, juntamente com a população conquistense, fizeram esta cidade despertar para o mundo!
Muito obrigado, caro amigo, Historiador e Prof. Durval Lemos Menezes.

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