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sexta-feira, 31 de março de 2017

CRÔNICAS



SÓ QUANDO BOI VOAR OU GALINHA TIVER DENTES
(Primeiro da série)
Ricardo De Benedictis
Esta forma de expressão popular indica que a promessa ou a proposta feita por alguém é impossível de acontecer. Entretanto, a primeira hipótese em referência ao boi, foi testemunhada por agricultores gaúchos, que assistiram atônitos e apavorados, vários bois e vacas passarem a 20, 30 metros de altura, levados pelo ciclone que devastou suas propriedades, já agora, em pleno século XXI. Resta a segunda hipótese, da galinha vir a ter dentes, fato que só uma modificação genética futura possa vir a fazer valer.

Diante do exposto, quero iniciar esta crônica, colocando-me no lugar da população carioca, que teve seus dois ex-governadores presos (Garotinho e Sérgio Cabral), apesar de Garotinho mostrar-se mais influente e convincente, já que foi solto em poucos dias, depois de ter protagonizado cenas inusitadas, lutando até com os pés para safar-se da prisão, deitado em maca da ambulância, fingindo-se de doente. Ainda no Rio de Janeiro, a prisão do seu então deputado e presidente da Câmara Federal – Eduardo Consentino Cunha, agora condenado a 15 anos de cadeia, por Sérgio Moro, bem como do grande ‘bilionário’ Eike Batista e, como se ainda fosse pouco, a prisão de seis dos sete juízes do TCE – Tribunal de Contas do Estado do Rio e a ‘condução coercitiva’ do presidente da ALERJ – deputado Jorge Pisciani (um dos donos da cervejaria Petrópolis – e da marca Itaipava), pai do Ministro do Esporte, também deputado Leonardo Pisciani, vejam como é complexo falar-se de tanta gente, tão próxima do PT e de Lula/Dilma, até o ano passado, mas que agora defendem o governo Temer com unhas e dentes.

Falando da Bahia, seria uma falha enorme deixar de lado o maior grupo de empresários do Brasil, a família Odebrecht. Os ossos do velho Norberto estão tiritando (se é que não foram cremados), com a criação de um departamento de propina pelo seu neto Marcelo Bahia Odebrecht que, por sinal, nada tem da família paterna  na aparência facial. Pode ser que tenha nos gens, e deve ter. Aparentemente, entretanto, ele se parece mais com o humorista típico do Nordeste. É bom lembrar que temos figuras interessantes, tanto na Câmara quanto no Senado. O presidente da Câmara assemelha-se e muito com o ‘Bolinha’ e o presidente do Senado é um ‘Didi Mocó’ estilizado e posudo. Dizem que é milionário, mas ambos (presidentes das duas Casas do Congresso Nacional), são investigados na Lava-Jato e ‘nada se passa nos corações dos homens’ que o juiz Sérgio Moro não saiba. Temos de aguardar as investigações, vez que eles estão sob a proteção do Fôro e só o STF pode processá-los.

Por falar em Nordeste, lembro que Rodrigo Maia (Bolinha), é brasileiro sim. Apesar de ter nascido no Chile e ter mãe chilena, os esquerdopatas que o perseguem devem parar de mentir. Filho de Cesar Maia (ex-prefeito do Rio), ele nasceu no Chile porque seu pai era exilado político e lá morava, fato que sucedeu ao senador José Serra que também casou-se com uma chilena em semelhante período.

Voltando à Bahia, de uma cajadada só, a PGR solicitou a abertura de inquérito contra vários membros do PP, entre eles, Mário Negromonte pai (ex-deputado federal, atualmente membro do Tribunal de Contas dos Municípios) e Mário Negromente Filho, atualmente deputado federal pela Bahia.

Na relação de propinas da Odebrecht constam quase todos partidos. Lá estão o PCdoB, o PDT, o PR, o PMDB, o PSDB e vários outros. A empreiteira distribuía dinheiro para todos. Mais para uns, menos para outros, a depender da influência para votações que interessassem à empresa, na era das Medidas Provisórias compradas a peso de ouro nos governos Lula e Dilma e que levaram o País à situação atual.

Como o STF – Supremo Tribunal Federal demora muito para julgar feitos criminais, já que sua especialização é mais para um tribunal constitucional, o tal Fôro Privilegiado, o Fôro por prerrogativa de função, à primeira vista é a porta da impunidade.

Acho que devem ser feitas mudanças urgentes na estrutura do STF, bem como na forma de escolha dos seus ministros. Há que se pensar num jeito de dar mandato ao juiz (ministro) e não a perenidade que é sempre nociva. Dez anos seria um bom prazo para que o cidadão escolhido exercesse a Magistratura da Côrte mais alta e pudesse agir com segurança e total isenção. A indicação política nos parece deletéria. Deveria ser por mérito e por carreira. Dos onze juízes, Três deveriam ser oriundos do STJ - Superior Tribunal de Justiça, dois viriam dos Tribunais Regionais Federais, um deveria vir da Primeira Instância Federal, dois viriam da carreira de Procuradores (Ministério Público Federal), um por indicação da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil, um por indicação da Defensoria Pública Federal e o último através de indicação do Senado.

Por fim, não poderia deixar de abordar o comportamento dos (as) deputados (as) e senadores dos partidos da esquerda que, de segunda-feira a sexta-feira fazem suas inscrições para falarem as mesmas coisas, tentando repetir mentiras verdadeiras, uma vez que eles são os responsáveis pelos males do país. Trazem gráficos e mais gráficos para mostrarem que estava tudo bem e que o ‘governo golpista’ piorou tudo. Vão morrer de inanição de votos. O povo já não quer ouvi-los mais. Inclusive, a TV Senado e a TV Câmara, têm perdido audiência, pois ninguém suporta o desfile de mentiras dos discursos feitos pelas assessorias da Grace, da Vanessa, do Requião, da Regina, da Ângela, do Humberto Costa, Randolfe Rodrigues e outros. É uma coisa macabra que torna a audiência insuportável. Muitas das vezes eles falam para dois ou três colegas que sentem-se na obrigação de prestigiá-los. E o senador Paim, o dono da verdade, parece o ‘bufão do rei’ falando bobagens o tempo todo e quando está nas Comissões, leva seus amigos das centrais sindicais para aplaudi-lo. Uma vez o respeitável senador Cristóvam Buarque o chamou de ‘terrorista’. Ele é uma espécie de terrorista das idéias.

Tudo isso acontece porque o Brasil em sua desorganização, deixa as entidades sindicais levarem um di de trabalho de cada operário, como algo obrigatório. Um governo sério deverá acabar com esta obrigatoriedade. Quer filiar pessoas em seus sindicatos, que vão à luta. Obrigar a pagar para assistir a farra que fazem com seu dinheiro, é demais. Um governo sério acabaria também com a contribuição patronal para o Sistema ‘S’. Acho que daí por diante, não teríamos tantas greves, tanta violência entre sindicalistas, mortes encomendadas, tudo pela conquista do poder sindical, que virou uma chaga para o Brasil.   

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