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segunda-feira, 24 de abril de 2017

POESIA

HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DO LIVRO, 23 DE ABRIL
DIVAGANDO AOS 73! 
Aos meus filhos, netos, bisnetos, parentes e amigos...

Ricardo, ao lado da estátua do poeta Vinicius





Eu sonho com amigos mortos,
Mas devo sonhar com quem?
Mortos no novo milênio,
A conta não chega a cem!
Eu sonho com amigos mortos,
Mas devo sonhar com quem?

Já tive medo da morte,
Medo, todo mundo tem!
Fiquei valente. De sorte,
Que virei um cara, sem...
Já tive medo da morte,
Medo, todo mundo tem!

Minha vida é um desafio
Que enfrento todo dia!
Como nos versos que crio,
Nos textos, na Poesia!
Minha vida é um desafio
Que enfrento todo dia!

Não quero brigar com a morte,
Quando chegar meu momento!
Quero deixar alegria,
Nada de aborrecimento...
Não quero brigar com a morte,
Quando chegar meu momento!

Aos amigos e parentes,
Dedico minha Poesia!
Que jamais sejam doentes
Ou sofram de nostalgia!
Aos amigos e parentes,
Dedico minha Poesia!

Aos meus filhos, um recado:
Que honrem minha memória!
Nunca brigamos por dinheiro,
Continuem nossa história...
Aos meus filhos, um recado:
Que honrem minha memória!

domingo, 23 de abril de 2017

POESIA

Praças de Conquista

Oh conquista tuas praças têm alegria;

Tuas praças têm harmonia;

Tuas praças têm o ar que faz amar;

Tuas praças têm a beleza da natureza

(Jerbialdo)

PRAÇA TANCREDO NEVES

(Vitória da Conquista-BA)

Imagem antiga


Imagem moderna



terça-feira, 18 de abril de 2017

POESIA

O Segredo da Vida?



"Oh vida insensata;

Qual o teu significado?;

por que a tua alma resplandece em amor e ódio?;

qual o objetivo de te?;

se saiba o segredo, por que esconde de nós?;

será que o teu segredo se esconde nos confins do universo ou na infinitude do nosso pensamento?;

De onde tu vieste e nos transforma nessa maravilhosa existência que chamamos de vida?;

Oh vida por que nos esconde o teu segredo?;


Será que carregamos em nossas almas e não sabemos?"

(Jerbialdo)

terça-feira, 11 de abril de 2017

DETALHES REPRESENTAM PREOCUPAÇÃO COM O SER HUMANO!

Feira do Alto Maron recebe rampas de acessibilidade

 Ascom / Prefeitura

Acessibilidade: um direito de todo cidadão que está sendo assegurado pelo Governo Municipal. Na última semana, a Coordenação de Serviços Básicos atendeu a uma demanda antiga dos permissionários da feira do bairro Alto Maron e construiu seis rampas de acesso nas laterais do espaço de comercialização de frutas, verduras e carnes. A partir de agora, cadeirantes, idosos e até mesmo os carrinhos de transporte de mercadorias vão poder circular com mais conforto e segurança pelo local.
“Como as calçadas são muito altas na feira do Alto Maron, ficava difícil um cadeirante, por exemplo, poder se locomover e fazer suas compras. Mas agora não vai mais ter esse problema. Temos percebido que a construção de rampas é uma necessidade em todas as feiras livres da cidade, e esta será uma prioridade no nosso Governo”, assegurou o coordenador de Serviços Básicos, Ciano Filho.
A feira do bairro Alto Maron é uma das mais tradicionais da cidade, e estas são as primeiras rampas de acessibilidade construídas no local. A próxima intervenção já está prevista para o próximo mês, na feira do Patagônia.

JERBIALDO: Conto, Poesia, Romance, Poema...

POESIA

O Tempo


"Acordo-me de manhã, ainda na cama giro-me de lado e vejo a sombra das nuvens andando sobre as paredes do meu quarto, é ele, é ele que não é matéria, que não existe, mas que me faz ter a sensação de existir, é ele que me faz dormir, que me faz acordar pela manhã, que me faz sentir o que acontece e o que vai acontecer, é ele que me faz sentir ele próprio"



sábado, 1 de abril de 2017

COLUNISTA VIP:

Por favor


Nando da Costa Lima
É natural: todos nós já fizemos um favor ou fomos favorecidos por alguém. A nossa sociedade é uma cadeia de favores, e isso torna difícil a vida dos que não têm nada para oferecer. Isto é natural em qualquer país, só que aqui as coisas são mais acentuadas. Tanto é que se você não tiver muito pra dar (materialmente), corra de favores, pois estes só irão lhe atrapalhar.
O brasileiro (99,9%) é muito prestativo, desde quando haja retribuição e essa retribuição seja de uma forma direta, ou seja, se você faz um favor a alguém, este alguém só te retribui à altura. Não adianta mandar ninguém receber pagamento de favor, se o fizer você perde dois amigos, o pagador e o agraciado. O primeiro recebe mal, afinal ele deve um favor é a você. O segundo se dá mal, pois é atendido da forma mais descortês possível. E isso é natural para o brasileiro, tem gente que até aceita. Imagina você precisar ser operado e o médico responsável estiver pagando um favor ao patrão de um amigo do tio de sua ex-mulher? Se for seu caso, escute um conselho de amigo e deixe essa operação pra lá.
Mas o favor faz parte da cultura brasileira, tem até seu ponto positivo: nós somos conhecidos como um dos povos mais hospitaleiros do mundo, e a hospitalidade não deixa de ser uma forma de favor. Aqui no Brasil a classe mais pobre é mais sincera quando se trata de “pagar favor”, são os únicos que dividem o pouco que têm. Talvez já o fazem pensando numa possível retribuição. A classe média usa o favor como “status”, ela é prestativa desde quando seus préstimos sejam anunciados pelos quatro quantos, pois ter fama de bonzinho pra nós daqui é “status”. De rico eu não entendo muito, mas é uma classe interessante: só faz favor a quem não precisa.
Eu tomei medo ao “favor de tabela” quando Zé Trincheira me narrou o aperto que ele passou graças a estes favores. Ele chegou aqui com tudo que é tipo de verme e o dente inchado. Foi direto para a casa do padrinho, era o único que podia fazer alguma coisa por ele. O padrinho despachou-o logo: “Deixa comigo, você primeiro vai ao Dr. Fulano que me deve muitos favores, depois vai em tal dentista que também é gente minha”. Zé já saiu mais aliviado. Foi primeiro ao doutor, e este não perdeu tempo, não só deu um vermífugo como operou a vesícula e extraiu um rim. Quando saiu do hospital já não havia mais dentes, só raízes. Mesmo assim ele foi lá. O dentista, mais mal-humorado que delegado de ressaca, além de extrair as raízes, arrancou metade da língua. Zé Trincheira, revoltado com a situação, arrumou um advogado (também de favor) pra processar o médico e o dentista. Pegou dois anos de cadeia por abalar a moral de dois profissionais competentes. Zé me contou isso num leito dum hospital, tava deprimidíssimo. Só estava esperando poder andar. Assim que recebesse alta ele poderia dar fim a este sofrimento, não tinha sentido nenhum fazer parte daquela sociedade maldita na qual o favor só é feito a quem pode retribuir. Ia se suicidar deixando um bilhete esculhambando os sacanas metidos a prestativos, e ia dar nome aos bois pra que ninguém caísse na merda que ele caiu. E dessa vez tomaria o cuidado de não pedir arma emprestada pra se matar. Empréstimo não deixa de ser favor e, sendo assim, o revólver poderia falhar.
Felizmente o revólver falhou… E hoje Zé dá aulas de autoajuda inspirado nos apertos que passou pela vida. Mas cobra a mensalidade, não faz favor pra porra nenhum.

SECRETARIA DA CULTURA APOIA EXPOSIÇÃO:


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