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terça-feira, 23 de abril de 2019

RICARDO DE BENEDICTIS - ARTIGO

SUPREMO EM CHEQUE
Ricardo De Benedictis
Está difícil exercer o jornalismo. O STF – Supremo Tribunal Federal, órgão máximo do Poder Judiciário, não merece mais a confiança dos brasileiros. Portanto, quem é responsável pelo noticiário, nesta espinhosa missão que o jornalismo impõe, vê-se amordaçado por ameaças de toda ordem e sente-se inseguro para manter-se íntegro na sua precípua obrigação de informar e comentar os fatos.
O STF que deveria ser o guardião mor da nossa Constituição, parece-nos atabalhoado, sem rumo, fruto de escolhas erradas da esquerda que nomeou nove dos seus onze atuais ministros, todos, sem exceção, porque serviam aos ‘reis’ de plantão, desde Sarney até Michel Temer.
O STF começou a banalizar-se quando passou a receber ‘n’ questionamentos de partidos políticos, em contestação às atitudes legisferantes do Poder Legislativo, da Câmara e do Senado da República, trazendo algo que atrapalha o desenvolvimento e faz imperar a ‘insegurança jurídica’ cantada em prosa diariamente pelos nossos meios de comunicação.
Desde que o jornal O ESTADO DE SÃO PAULO foi proibido, sob pena de ‘empastelamento’ e multas astronômicas de publicar matérias relativas à família Sarney, envolvida em corrupção no Maranhão, governada à época pela filha do ex-presidente – Roseana, com acusações e apreensões de dinheiro vivo em seus escritórios, associado aos pleitos pretéritos, de lá para cá, com as intervenções de ministros como Ricardo Lewandowski, no processo do ‘MENSALÃO’, as brigas e palavras impublicáveis ditas por ele e pelo ministro Joaquim Barbosa, ao vivo pela TV Justiça, posteriormente a intervenção desastrosa de Lewandowski no IMPEACHEMENT,  quando a ex-presidente Dilma perdeu o mandato, mas teve seus direitos políticos conservados, as idas e voltas das ‘liminares’, a intervenção ridícula do governador Flávio Dinno, do Maranhão visando anular a votação do impeachment que a Câmara tinha aprovado uma semana depois do processo já estar em curso no Senado, o posicionamento do então presidente Renan Calheiros em engavetar pedidos de impeachment contra ministros e sua negação em cumprir mandado judicial que o afastou do cargo de presidente do Senado, eis o resumo de fatos que se somaram a dezenas de outros que desaguaram no mar de lama atual, que achamos de difícil solução.
Não sei se vai acontecer agora, já que o governo está envolto na reforma da ‘previdência’ e não deve desviar o foco. Depois vem a Reforma Tributária. Depois há-de vir a Reforma do Judiciário , por último, a temida Reforma Política.
Aí, sim, o Brasil encontrará seu grande destino. Por enquanto, vamos a passos de ‘jabuti’, colocados nas árvores dos interesses nada republicanos, dos ladrões que nos governam há séculos!

segunda-feira, 22 de abril de 2019

RICARDO DE BENEDICTIS CRÔNICA

NOTRE DAME
Ricardo De Benedictis
A famosa Catedral de Notre Dame (Nossa Senhora), levou mais de dois séculos para ser construída e representa um marco para o catolicismo e para a cristandade em geral.
Foi imortalizada na obra de Victor Hugo, nos idos dos anos 1800 e tornou-se célebre no mundo, tendo sido tema de vários filmes que evidenciaram a figura de seu maior guardador, Quasímodo, também imortalizado na obra do grande escritor francês, que escreveu dezenas de livros importantes e que tornaram-se clássicos, apesar de atuais contestações de alguns jornalistas que o colocam como um ‘escritor popularesco’, coisa que não concordamos.
Acontece que estamos vivenciando a época dos absurdos. E tudo pode ser dito, tanto para elogiar quanto para denegrir reputações. A História da Literatura, entretanto, já apontou o lugar de Victor Hugo, como grande escritor. E esta polêmica não nos interessa, mesmo porque não estamos à altura de discutir com os doutos críticos.
A verdade é que estamos numa quadra difícil, onde valores humanos são barbaramente contestados e preponderam a ideologia e o ódio.
Sem querer entrar em méritos de questões tão sensíveis, resta-nos lamentar o incêndio que devastou a grande Catedral de Notre Dame de Paris e deixou a humanidade mais pobre.
OS MISERÁVEIS
Uma outra notável obra de Victor Hugo, OS MISERÁVEIS, também marcou época e é um clássico literário muito importante. Abaixo, registramos o significado do termo MISERÁVEIS, que nossa língua premiou com alguns sinônimos que merecem reflexão:
Que é muito pobre: 1 pobre, paupérrimo, mísero, necessitado, indigente, desvalido.
 Que é desprezível: 2 desprezível, baixo, vil, reles, torpe, infame, canalha, patife, calhorda, crápula, biltre, velhaco, verme, abjeto.
O que gostaríamos de salientar é de que, nem todo ‘miserável’ é despossuído de bens e valores. Muitos deles, mesmo com a pança e os bolsos cheios, podem estar listados na parte 2 da sinonímia, se é que me entendem aqueles que vivem para odiar, trair, denegrir, macular, chantagear. E que os bons não vistam esta horripilante carapuça!